Ultrassom com preparo intestinal na endometriose: quando é indicado?
O ultrassom com preparo intestinal é um exame usado para mapear endometriose profunda, especialmente quando há suspeita de acometimento intestinal, urinário ou retrocervical. Neste artigo, entenda quando ele é indicado, como é realizado, por que um exame normal não exclui endometriose e quando a ressonância magnética pode ser uma alternativa.
Por
Dr. Alexander Kopelman
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Nem toda suspeita de endometriose exige ultrassom com preparo intestinal. Esse exame costuma ser mais útil quando há sinais de endometriose profunda ou necessidade de mapear intestino, bexiga, ureteres e estruturas pélvicas antes de definir a conduta.
O ultrassom com preparo intestinal não é um exame obrigatório para toda suspeita de endometriose; ele é mais indicado quando há suspeita de doença profunda ou necessidade de mapear órgãos envolvidos.
Mais do que “procurar endometriose”, o objetivo do exame de imagem é entender a localização, a extensão e a relação das possíveis lesões com órgãos próximos. Por isso, o mapeamento por ultrassom pode ajudar no acompanhamento clínico, na investigação de sintomas persistentes, na avaliação de fertilidade e no planejamento cirúrgico em casos selecionados.
Também é importante entender uma limitação: um ultrassom normal não exclui completamente endometriose, principalmente quando há suspeita de lesões superficiais. O resultado deve sempre ser interpretado junto com sintomas, exame físico, histórico clínico, desejo reprodutivo e qualidade do exame de imagem.
Para entender o contexto geral da doença, veja também o artigo sobre endometriose: sintomas, diagnóstico e tratamento. Quando há suspeita de doença profunda, o conteúdo sobre endometriose profunda ajuda a compreender melhor a relação entre sintomas, exames e planejamento terapêutico.
Resumo do que você vai encontrar neste artigo
Quando esse exame faz sentido na investigação da endometriose.
O que é o ultrassom transvaginal com preparo.
Quando o exame costuma ser indicado.
Por que um ultrassom normal não descarta endometriose.
Como o exame é realizado.
Por que ele pode durar 40 minutos ou mais.
O que significa região retrocervical no laudo.
Se o exame dói ou causa desconforto.
Quando escolher ultrassom especializado ou ressonância magnética.
Vídeo complementar sobre ultrassom com preparo intestinal
Além deste artigo, o vídeo abaixo explica de forma visual quando o exame pode ser indicado, como ele ajuda no mapeamento da endometriose profunda, por que pode demorar mais e em quais situações a ressonância magnética pode ser considerada.
O que é o ultrassom com preparo intestinal?
O ultrassom com preparo intestinal é um exame de imagem direcionado para avaliar sinais de endometriose profunda. Ele combina avaliação abdominal e transvaginal, com preparo do intestino para melhorar a visualização das estruturas pélvicas e intestinais.
O preparo ajuda a deixar a parte final do intestino mais vazia. Isso pode melhorar a qualidade da imagem e facilitar a avaliação de lesões profundas que atingem ou se aproximam da parede intestinal.
Quando há suspeita de endometriose intestinal, o ultrassom especializado pode ajudar a descrever características importantes, como localização da lesão, profundidade de infiltração, extensão, distância em relação à borda anal e relação com outras estruturas da pelve.
Essas informações podem ser relevantes tanto para o acompanhamento quanto para o planejamento cirúrgico, quando a cirurgia é indicada. Ainda assim, o exame não substitui a avaliação médica individualizada.
Para que serve esse exame na endometriose?
Esse exame de imagem para endometriose profunda serve para mapear a doença e responder perguntas que um ultrassom ginecológico simples nem sempre consegue responder.
Onde estão os focos suspeitos? Intestino, ovários, ligamentos, região retrocervical, bexiga ou ureter.
Há sinais de endometriose profunda? Lesões que infiltram tecidos em maior profundidade.
Existe acometimento intestinal? Especialmente em reto, sigmoide, ceco, apêndice ou intestino delgado terminal.
Há risco urinário? Avaliação de ureteres, rins e sinais de dilatação das vias urinárias.
Há sinais de aderências? Redução da mobilidade entre órgãos pélvicos pode sugerir doença profunda ou aderencial.
Essas informações ajudam a organizar a conduta, mas não funcionam como uma regra automática. A decisão depende da combinação entre sintomas, exames, idade, histórico, desejo reprodutivo e objetivos da paciente.
Toda mulher com suspeita de endometriose precisa fazer esse exame?
Não. O ultrassom transvaginal com preparo costuma ser mais útil quando existe suspeita de endometriose profunda, principalmente em pacientes com sintomas sugestivos ou exames anteriores que levantam essa possibilidade.
Em quadros iniciais, leves ou inespecíficos, o médico pode optar por outros caminhos, como avaliação clínica, ultrassom ginecológico convencional, tratamento clínico inicial ou ressonância magnética com protocolo adequado, conforme o caso.
O ponto principal é que o exame deve ser bem indicado. Quando solicitado sem critério, pode gerar falsa segurança diante de um resultado normal ou ansiedade excessiva diante de achados que precisam ser contextualizados.
Quando esse exame faz sentido?
O mapeamento por ultrassom costuma fazer sentido quando há suspeita de endometriose profunda ou quando é necessário compreender melhor a anatomia da doença antes de definir tratamento clínico, cirurgia ou estratégia reprodutiva.
Em outras palavras: a pergunta principal não é apenas “a paciente tem endometriose?”, mas sim “há sinais de doença profunda, acometimento de órgãos ou alteração anatômica que mude a conduta?”.
Situações em que o exame pode ser útil
Dor pélvica intensa ou progressiva: principalmente quando prejudica rotina, trabalho, sono ou qualidade de vida.
Dor profunda na relação sexual: sintoma que pode estar associado a lesões retrocervicais, uterossacras ou profundas.
Dor para evacuar no período menstrual: pode levantar suspeita de acometimento intestinal.
Sintomas urinários cíclicos: dor para urinar, urgência urinária ou suspeita de acometimento de bexiga ou ureter.
Infertilidade associada a sintomas de endometriose: quando o mapeamento pode ajudar a organizar a estratégia reprodutiva.
Planejamento cirúrgico: quando é necessário entender extensão, localização e órgãos envolvidos.
Essas situações não significam, automaticamente, que a cirurgia será necessária. Elas indicam que o exame pode ajudar a compreender melhor a anatomia da doença e a discutir a conduta com mais segurança.
Um ultrassom normal descarta endometriose?
Não. Um ultrassom normal não descarta completamente endometriose, principalmente quando se trata de lesões superficiais.
A endometriose pode se apresentar como doença superficial, endometriose ovariana ou endometriose profunda, e nem todas essas formas aparecem com a mesma facilidade nos exames de imagem.
Lesões superficiais podem ser muito pequenas e não serem visíveis, mesmo quando o exame é realizado por profissional experiente. Por isso, quando a paciente tem sintomas sugestivos, como cólicas intensas, dor pélvica persistente, dor profunda na relação sexual ou sintomas intestinais cíclicos, o resultado deve ser interpretado junto com a história clínica.
Essa é uma das razões pelas quais a investigação da endometriose não deve depender de um único laudo. O diagnóstico e a conduta precisam considerar sintomas, padrão da dor, exame físico, qualidade do exame de imagem e evolução clínica.
O ultrassom transvaginal com preparo geralmente envolve mais etapas do que um ultrassom ginecológico simples. Por isso, costuma ser mais demorado e detalhado.
De forma geral, a avaliação pode incluir:
Fase abdominal: com transdutor sobre o abdômen, muitas vezes com bexiga cheia no início.
Avaliação de rins e vias urinárias: para investigar sinais indiretos de obstrução ureteral ou dilatação renal.
Avaliação intestinal: incluindo segmentos como reto, sigmoide, ceco, apêndice e, quando possível, intestino delgado terminal.
Fase transvaginal: para estudo detalhado da pelve, ovários, útero, ligamentos, região retrocervical, bexiga e mobilidade dos órgãos.
Avaliação de deslizamento entre órgãos: que pode ajudar a identificar aderências e comprometimento profundo.
O preparo intestinal começa antes do exame, conforme orientação do serviço onde ele será realizado. Em muitos locais, também pode haver preparo complementar no próprio dia, com lavagem retal, para melhorar a visualização da região intestinal baixa.
Por que o exame pode demorar 40 minutos ou mais?
O exame pode durar 40 minutos ou mais porque não se limita a observar útero e ovários. Ele exige uma avaliação sistemática da pelve profunda, intestino, bexiga, ureteres, rins e regiões onde a endometriose profunda costuma se instalar.
Em pacientes com múltiplas lesões ou suspeita de doença extensa, o tempo pode ser maior. Isso acontece porque o examinador precisa localizar, medir e descrever as lesões com detalhe, além de avaliar a relação delas com estruturas próximas.
Essa demora não significa, necessariamente, que o exame encontrou algo grave. Muitas vezes, ela reflete apenas a necessidade de uma avaliação cuidadosa e padronizada.
O que significa região retrocervical no laudo?
Região retrocervical significa a área localizada atrás do colo do útero. Essa região fica próxima aos ligamentos uterossacros, à porção mais profunda da vagina, aos ureteres e a nervos pélvicos importantes.
Por isso, quando o laudo menciona endometriose retrocervical ou lesão em região retrocervical, a informação precisa ser interpretada com cuidado. Não se trata apenas de “um local atrás do útero”; é uma área anatômica relevante porque pode estar próxima de estruturas que influenciam dor, relação sexual, evacuação e planejamento cirúrgico.
A região retrocervical também pode estar relacionada a lesões em ligamentos uterossacros e septo retovaginal. A descrição detalhada ajuda o médico a entender se há doença profunda associada e qual pode ser o impacto clínico daquele achado.
O exame avalia intestino, ureter e rins?
Quando realizado com protocolo adequado para endometriose, o ultrassom especializado pode avaliar não apenas a pelve ginecológica, mas também segmentos intestinais e vias urinárias.
A avaliação de ureteres e rins é importante porque a endometriose profunda pode, em alguns casos, comprometer o trajeto do ureter e dificultar a drenagem da urina do rim para a bexiga. Essa alteração pode ser silenciosa, especialmente no início.
O exame também pode ajudar a identificar suspeita de acometimento intestinal, descrevendo se há contato com a parede do intestino, profundidade de infiltração, extensão da lesão e sinais de estenose.
O exame pode causar desconforto em algumas mulheres, especialmente em pacientes que já têm dor pélvica, dor profunda na relação sexual ou desconforto importante em exames ginecológicos anteriores.
Isso acontece porque, para avaliar regiões profundas da pelve, o examinador pode precisar fazer movimentos e compressões com o transdutor transvaginal. Essa pressão pode ser incômoda em áreas inflamadas, dolorosas ou com pouca mobilidade.
Em mulheres que não costumam sentir dor na relação sexual, no exame ginecológico ou no ultrassom transvaginal simples, o procedimento tende a ser mais tolerável. Ainda assim, a experiência varia de pessoa para pessoa.
O desconforto não deve ser minimizado, mas também não deve ser apresentado de forma alarmista. O ideal é que a paciente seja orientada antes do exame, entenda por que ele é detalhado e avise a equipe se a dor estiver intensa durante a realização.
Ultrassom especializado ou ressonância magnética: qual é melhor?
Não existe uma resposta única. Ultrassom especializado e ressonância magnética com protocolo para endometriose são exames importantes no mapeamento da endometriose profunda.
A escolha depende da pergunta clínica, da disponibilidade, da experiência de quem realiza e interpreta o exame e das características da paciente.
Quando o ultrassom com preparo pode ser uma boa escolha
Quando há suspeita de endometriose profunda pélvica.
Quando é importante avaliar mobilidade entre órgãos e aderências.
Quando há suspeita de acometimento intestinal baixo.
Quando há acesso a profissional experiente em mapeamento de endometriose.
Quando a ressonância magnética pode ser preferida
Quando a paciente não teve relação sexual e se deseja evitar manipulação vaginal.
Quando há necessidade de avaliação ampla da pelve por outro método de imagem.
Quando o ultrassom não foi conclusivo ou não está disponível com protocolo adequado.
Quando há suspeita de doença extensa e o médico deseja complementar o planejamento.
Em casos complexos, os dois exames podem ser usados de forma complementar, mas isso não é obrigatório para todas as pacientes. A escolha deve ser individualizada.
O preparo intestinal muda a qualidade do exame?
Sim. O preparo pode melhorar a visualização das lesões profundas que atingem ou se aproximam do intestino. Com o intestino mais vazio, a imagem pode ficar mais definida, permitindo avaliar melhor a parede intestinal e a relação da lesão com a anatomia local.
Essa informação pode ser relevante para definir a estratégia terapêutica. Em casos cirúrgicos, por exemplo, o laudo pode ajudar a estimar localização, extensão, profundidade e distância da lesão em relação à borda anal, dados importantes para planejamento de equipe, técnica e materiais.
Mesmo assim, a qualidade do exame não depende apenas do preparo. Também depende do protocolo usado, do equipamento, da experiência do examinador e da integração entre imagem e avaliação clínica.
Quando procurar avaliação especializada?
A avaliação médica é importante quando há sintomas persistentes, exames inconclusivos ou dúvida sobre a necessidade de mapeamento específico para endometriose.
Dor pélvica intensa, progressiva ou incapacitante.
Cólicas menstruais fortes, especialmente quando pioram ao longo do tempo.
Dor profunda na relação sexual.
Dor para evacuar ou urinar no período menstrual.
Distensão abdominal, alteração intestinal cíclica ou dor retal associada ao ciclo.
Infertilidade ou dificuldade para engravidar associada a sintomas sugestivos.
Exame normal, mas sintomas persistentes compatíveis com endometriose.
Laudo mencionando endometriose profunda, região retrocervical, ligamentos uterossacros, intestino, bexiga ou ureter.
Esses sinais não definem diagnóstico nem indicam automaticamente cirurgia. Eles mostram que o caso deve ser avaliado de forma individualizada, considerando sintomas, exame físico, exames de imagem, histórico e objetivos da paciente.
Quando o tema envolve fertilidade, reserva ovariana ou planejamento de gravidez, o conteúdo sobre endometriose e fertilidade pode ajudar a entender como a investigação se conecta à estratégia reprodutiva.
Perguntas frequentes sobre ultrassom com preparo intestinal
Ultrassom com preparo intestinal detecta qualquer endometriose?
Não. Ele é especialmente útil para mapear endometriose profunda e intestinal, mas lesões superficiais pequenas podem não aparecer no exame. Por isso, um resultado normal deve ser interpretado junto com sintomas e avaliação clínica.
O ultrassom com preparo intestinal substitui a ressonância magnética?
Nem sempre. Ultrassom especializado e ressonância com protocolo para endometriose podem ter papéis semelhantes ou complementares. A escolha depende da suspeita clínica, da experiência do serviço e das características da paciente.
Por que o exame precisa de preparo intestinal?
O preparo ajuda a deixar o intestino mais vazio, melhorando a visualização de lesões profundas que atingem ou se aproximam da parede intestinal.
O exame sempre dói?
Não. Algumas mulheres sentem pouco desconforto, enquanto outras podem sentir mais dor, especialmente quando já têm dispareunia, dor pélvica importante ou desconforto em exames ginecológicos.
O que significa endometriose retrocervical?
Significa que há suspeita de lesão atrás do colo do útero, uma região próxima aos ligamentos uterossacros, vagina profunda, ureteres e nervos pélvicos.
Quando o ultrassom com preparo intestinal é mais importante?
Ele costuma ser mais importante quando há suspeita de endometriose profunda, sintomas intestinais ou urinários cíclicos, dor profunda na relação sexual, infertilidade ou necessidade de planejamento cirúrgico.
Glossário: termos importantes sobre o exame
Ultrassom com preparo intestinal
Exame de imagem usado para mapear endometriose profunda, especialmente quando há suspeita de acometimento intestinal, urinário ou pélvico profundo.
Endometriose profunda
Forma de endometriose em que as lesões infiltram tecidos em profundidade e podem envolver ligamentos, intestino, bexiga, ureter, vagina ou ovários.
Região retrocervical
Área localizada atrás do colo do útero, próxima a ligamentos, ureteres, vagina profunda e nervos pélvicos.
Ureter
Canal que leva a urina do rim até a bexiga. Em alguns casos, a endometriose profunda pode comprometer esse trajeto.
Ressonância magnética com protocolo para endometriose
Exame de imagem que ajuda a mapear lesões profundas, endometriomas e acometimento de órgãos próximos, como intestino, bexiga e ureter.
Aderências
Alterações que reduzem a mobilidade normal entre órgãos pélvicos, podendo estar associadas a inflamação, cirurgia prévia ou endometriose.
Referências científicas selecionadas
European Society of Human Reproduction and Embryology. ESHRE guideline: endometriosis. 2022.
Guerriero S, Condous G, Van den Bosch T, Valentin L, Leone FPG, Van Schoubroeck D, et al. Systematic approach to sonographic evaluation of the pelvis in women with suspected endometriosis: a consensus opinion from the International Deep Endometriosis Analysis group. Ultrasound Obstet Gynecol. 2016;48(3):318-332.
Moura APC, Ribeiro HSAA, Bernardo WM, Simões R, Torres US, D’Ippolito G, et al. Accuracy of transvaginal sonography versus magnetic resonance imaging in the diagnosis of rectosigmoid endometriosis: systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2019;14(4):e0214842.
Dave HB, Chamié LP, Young SW, Revzin MV, Menias CO. Bowel Endometriosis: Systematic Approach to Diagnosis with US and MRI. Radiographics. 2025.
Sobre o autor
O Prof. Dr. Alexander Kopelman é Médico Ginecologista — CRM-SP 103.944 — com RQE 945031 em Endoscopia Ginecológica e RQE 945032 em Reprodução Assistida. É MD, MSc e PhD pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM).
Foi Professor Adjunto do Departamento de Ginecologia da UNIFESP/EPM entre 2019 e 2024 e atualmente atua como Colaborador Científico e Professor Voluntário, com atuação no Ambulatório de Endometriose.
Tem atuação em endometriose profunda, dor pélvica crônica, endometrioma, adenomiose, infertilidade, reprodução humana, preservação da fertilidade, cirurgia ginecológica minimamente invasiva e cirurgia robótica. É Console Surgeon certificado em Cirurgia Robótica Da Vinci Xi pelo IRCAD América Latina.
Atende em São Paulo, na Clínica Evince, e realiza procedimentos cirúrgicos nos hospitais Israelita Albert Einstein, Sírio-Libanês e Vila Nova Star.
Conteúdo revisado clinicamente pelo Prof. Dr. Alexander Kopelman em 28 de junho de 2026.
Aviso médico: este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui consulta médica presencial ou avaliação individualizada. Cada caso deve ser analisado por profissional habilitado.
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